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ID: 2958

O dia seguinte da Olimpíada

10/08/2021

 

Felicidade é um estado sublime de consciência. Momentos que jamais serão esquecidos. Nos “picos” desse sentimento, no entanto, sentimos vertigem. Não nos damos conta das reais dimensões dos instantes em que ela ocorre: cores diversas, música intensa, montanha russa de emoções, formigamento à flor da pele. Uma verdadeira “explosão” interna para a qual não encontramos palavras.

Ao indagar a nossos campeões e campeãs olímpicos a respeito dos momentos triunfais, suas respostas foram lacônicas: grandioso, indescritível, inédito. Até mesmo repórteres não conseguiram encontrar palavras adequadas. Só restou deslumbramento diante da felicidade. Irradiação contagiante em que os atletas caíram de joelhos, se abraçaram. Leveza conduzida por asas invisíveis. Vivências que os enaltecem e os fazem vergar o corpo de tanta emoção. Não são detentores de algo raro e único. O sublime se apoderou desses atletas qual brisa favorável.

O ato da felicidade tem um antes e o depois. São “aperitivos” que antecedem e uma longa “degustação” que se segue. Só podemos aguardar pacientemente e presumir instantes de pura felicidade. E, posteriormente, acumular muitas recordações tão bem descritas pelo poeta Manoel de Barros em que ele diz “Voamos fora da asa”.

Experiências marcantes na vida, como passar no vestibular, casamento, a primeira filha ou filho, a primeira neta ou neto, após uma longa viagem e a visão do mar. A felicidade seria apenas um tênue véu, caso não existissem as eternas expectativas e as melhores recordações.

Um amplo rastro de felicidade perpassa a vida de cada um de nós. Os inegáveis sacrifícios e sofrimentos perdem sua relevância. A esperança diante do inusitado impulsiona para o momento seguinte, o dia seguinte.

O que seria da nossa vida sem a expectativa que antecede os momentos de superação?

Precisamos da esperança diante do inusitado, da perspectiva da felicidade possível. A fé não sucumbe diante das adversidades; ela se alimenta da profunda confiança na restauração e no bem-querer eternos.

Não é o saudoso acalanto da canção “felicidade foi-se embora”, de Lupicínio Rodrigues, que decide a nossa vida, e sim, um amplo rastro das recordações, da esperança no que “há de vir” (Hebreus 13,14), que nos coloca na condição de felizardos.

Combatemos o bom combate, completamos a corrida, guardamos a fé!”
                                                                                                                         (Conforme 2 Timóteo 4.7)
 


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