Jornal Evangélico Luterano

Ano 2016 | número 795

Terça-feira, 25 de Junho de 2024

Porto Alegre / RS - 02:01

Atualidade - P. Oneide Bobsin

Reforma hoje

   O protesto de estudantes secundaristas do nosso país, expresso em ocupações ordeiras e responsáveis de escolas públicas, tem alguma relação com a Reforma iniciada por Lutero? Sim, tem tudo a ver. Afinal, somos protestantes!

   Já é bem conhecida a carta enviada por Lutero aos governantes da sua época para que criassem e mantivessem escolas públicas. Mesmo assim, vamos lembrar algumas das suas palavras, iniciando com um ditado: ‘Negligenciar um estudante não é crime menor do que violentar uma virgem’, (então, um grande ultraje e, hoje, um crime, seja a mulher virgem ou não). Na mesma carta, Lutero denuncia a falta de seriedade das autoridades em formar gente qualificada. ‘O diabo prefere grandes bobalhões e gente inútil, para que as pessoas não vão bem demais na terra’. Mais fortes ficam tais palavras se lembrarmos que ele estava em uma ‘prisão’ quando as escreveu.

Oportunidade para sermos protestantes

   Seria importante que tais textos fossem estudados em nossas Comunidades. Ministros e Ministras com boa formação teológica podem compartilhar as recomendações de Lutero sobre a educação de moças e rapazes. A existência de redes de escolas comunitárias nas Igrejas não deveria nos inibir em abrir os salões comunitários a estudantes que lutam por uma educação de qualidade, caso sofressem repressão policial. Abrindo os nossos espaços para encher de jovens secundaristas, em um futuro mais próximo, quem sabe, eles também estarão em nossos templos (de onde, hoje, estão ausentes).

   Certamente, os governantes dirão que não há dinheiro. Dou-lhes alguns dados para dizer que isto é falso. No ano passado, o Governo Federal repassou aos banqueiros mais de 480 bilhões de reais em juros, contra os quais, em sua época, Lutero nomeava como pecado. Além disso, quase 500 bilhões de reais foram sonegados em impostos. Só estes valores possibilitariam encaminhar muitos dos problemas apresentados pelos jovens.

   Tem mais dinheiro sobrando! O auxílio-moradia de um Juiz, uma Juíza é mais alto que o salário de um Professor, de uma Professora. O reajuste dos salários de Congressistas e do Judiciário é um escárnio.

   Lutero também sabia onde estava o dinheiro ao dizer que seria bom e justo que, ao se dar um florim para a guerra, poder-se-ia dar cem para a educação. Se educação for prioridade, dinheiro há!

   Estamos, pois, às vésperas do Jubileu de 500 anos da Reforma (1517-2017), uma oportunidade para sermos protestantes.

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