Jornal Evangélico Luterano

Ano 2016 | número 793

Quinta-feira, 20 de Junho de 2024

Porto Alegre / RS - 08:19

Atualidade - P. Oneide Bobsin

Igreja de velhos...

   Em recente reunião aberta da Legião Evangélica Luterana (Lelut) de São Leopoldo/RS, ‘novos’ participantes se fizeram presentes. Exceto por três deles, os demais eram aposentados e poderiam ser enquadrados na condição social de ‘velhos’ ou terceira idade. Ali estavam para aprender, debater e confraternizar. Além do mais, decidiram visitar escolas municipais na periferia com a pergunta: Em que podemos ajudar com envolvimento pessoal? Quem faz pergunta tem pouca chance de errar. Quem sabe as respostas de antemão, se equivoca quase sempre.

   Pois é... Ali estava um grupo de ‘velhos’, gente experiente, calejada por erros e acertos, contradizendo aquelas lideranças da nossa Igreja que saem dos cultos desanimadas porque havia maioria de cabe- ças brancas. Desesperam-se pela ausência de jovens.

Aposto que, no seu tempo não era melhor!

   Um líder paroquial, com mais de 40 anos de participação, junto com tantas outras pessoas, preparava um almoço para Confirmandos. Em sua fala, também havia uma dose de desânimo: eram os avós que traziam os netos para o culto e o almoço. Os pais e as mães estavam ausentes.

   Ao refletir sobre o seu cansaço, ‘de quem não desiste da sua Igreja’, pensei em outra direção. Ainda bem que temos uma geração de cabelos brancos nos cultos. Quanta experiência acumulada! Com uma pitada de ironia, disse, para animá-lo, que somos uma Igreja de sorte, porque as pessoas de hoje vivem mais do que os nossos antepassados. Sabemos que é uma vida, em muitos casos, pendurada nas farmácias, mas vivem mais, o que dá suporte para a nossa Igreja. Do contrário, ficaríamos em casa.

   O que seria um problema, pode ser um caminho alvissareiro. ‘Velhos’ e ‘velhas’ podem ser missionários e missionárias na família, construindo pontes entre gerações, a fim de superar lacunas deixadas por pais e mães, que logo, logo serão ‘velhos e velhas’.

   A tradição não é um bloco fechado, imutável. Ela é aberta para o novo, o que impede o lamento que mais espalha que junta: ‘no meu tempo, era melhor...’. Aposto que não era! Seria interessante recorrer aos inúmeros textos bíblicos que falam sobre a atuação dos anciãos. Os Ministros e as Ministras foram capacitados e capacitadas para ensinar sobre esta temática. Apelem a eles e para elas!

   Temos sérios problemas de crescimento que precisam ser encarados, sem negação do drama, como ainda acontece. No entanto, vamos começar repetindo: Uma Igreja de velhos... Que bênção!

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