Cuidado com a Criação



ID: 2691

Diálogo Boff e Altmann: a Rio+20 na verdade é Rio-20

22/06/2012

Os avanços da Rio 92 à Rio+20 foi o tema do diálogo entre os teólogos Walter Altmann, moderador do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), e Leonardo Boff, escritor, professor, conferencista e respeitado pela exposição da Teologia da Libertação, da defesa de causas sociais e questões ambientais.

Altmann começou lembrando que em 1992 havia uma sintonia maior com a população e que neste ano há um pequeno aspecto positivo que é a luta da sociedade para a erradicação da pobreza. Disse que o relato bíblico do livro do Gênesis mostra Deus confiando ao homem o domínio da terra, observando como essa perspectiva serviu par justificar explorações, crimes e exageros de toda natureza ao longo dos séculos.

Com a chegada de Boff ao plenário, coube-lhe explanar o tema justiça, paz e preservação da criação. Ele chamou a atenção dos líderes dos países para a necessidade de dar passos. “Não avançar é retroceder. De 1992 a 2012 nada melhorou na questão do meio ambiente, disseram 1.300 cientistas”, lembrando ainda que “dos 24 itens que sustentam a vida na terra, 15 estão em alto grau de degeneração”, denunciou.

Disse que espécie humana é a mais temida do planeta. “Aonde chegamos metemos medo, fazemos fugir as demais espécies. Onde domina o pensamento econômico e as forças globalizantes, cresce a pobreza, a exploração e a fome”.

Frisou que, segundos cientistas, as culturas se juntaram num complô contra a terra, arrasando tudo, explorando até os últimos limites, criando o princípio da autodestruição. E apelou: “Precisamos querer viver”. Isso é fundamental na Terra, com seus 4 trilhões de anos, na qual há vida há 3,8 trilhões de anos e a presença humana nos últimos 9 milhões de anos.

Nesta Rio+20 há novas informações sobre clima, água, populações, mas há grande descolamento entre as comunidades política e científica, porque os políticos têm agido com “suma irresponsabilidade”.

O filósofo Georg Friedrich Wilhelm Hegel tem razão ao dizer que “da história aprendemos que o ser humano não aprende da história, mas do sofrimento!” É preciso aceitar que toda a comunidade de vida deve viver junto com os humanos.

O teólogo da Libertação acusou o sistema imperante de ser predador, eticamente injusto e, de acordo com o Evangelho, um pecado social que afeta a Deus. Insistiu que “alguns deuses do velho sistema custam a morrer e os novos deuses custam a nascer ou se desenvolver”.

Uma injustiça é que “nós, da América Latina, estamos sendo recolonizados. Estamos exportando matéria e comprando produtos industrializados. Não devemos aceitar a recolonização”, defendeu.

“Ainda hoje”, denunciou, “estamos desmatando 1.400 km2 /ano para plantar soja e vendê-la como ração de porcos para a Europa. É preciso exigir mais cuidados dos que importam”, recomendou.

Em relação às populações do Parque Nacional do Xingu, diante das pressões para construir usinas hidrelétricas, disse que o país não aprendeu nada com as “pretensões faraônicas dos militares”. Isso significa que ainda violamos pessoas, florestas e animais para realizar esses projetos.

(Fonte: ALC)
 


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