Missão com Jovens



ID: 2751

Juventude da IECLB: dia 21 de abril, Dia Nacional da JE, está aí!

20/04/2020


 

 

Juventude da IECLB: dia 21 de abril, Dia Nacional da JE, está aí!

Esse ano vivemos uma situação bastante diferente. Sínodos e grupos de JE, tiveram que cancelar os encontros desse dia especial. Os encontros que antes tinham abraços e apertos de mão mudaram neste tempo de distanciamento social por causa da COVID-19. Estamos voltados e voltadas para tela do computador ou celular.
Como já estamos conectados e conectadas com grupos de pessoas amigas – no Instagram, no Facebook, no Twitter ou em outras redes sociais com as quais nos identificamos –, animamos vocês a realizarem um encontro online no dia 21 de abril. Para isso, estamos lançando a proposta abaixo.
Vamos fortalecer nossa fé e esperança numa rede de apoio online!
ROTEIRO PARA ENCONTRO VIRTUAL
Reúnam a juventude do Sínodo em uma sala virtual. Peçam para que tenham consigo: papel, canetinha/caneta e um pouco de óleo ou creme para pele.
O encontro abaixo tem duração de uma hora e meia a duas horas, conforme o número de pessoas participantes. Lembramos que ele é uma proposta de subsídio e que pode ser alterada e adaptada conforme cada contexto, público e tempo disponível para estarem reunidos e reunidas.
O ENCONTRO
Acolhida: Tu és o meu filho amado e me dás muita alegria. Tu és minha filha amada e me dás muita alegria” (Marcos 1.9). A cada dia temos um novo começo para viver, onde tudo o que somos e temos são frutos do amor, da graça e do cuidado de Deus. Nessa inspiração, nos alegramos que mesmo distantes podemos nos reunir numa videoconferência, para comemorar o dia Nacional da JE.
Partilhar informar questões técnicas: recomenda-se que os microfones de quem não estiver falando permaneçam desligados, para evitar ruídos. Combinar se, quando outra pessoa quiser falar ela deve levantar a mão ou escrever no chat. Se a conexão com internet estiver ruim, uma opção é desligar o vídeo. Sugerimos também que se procure, no programa a ser utilizado, a opção que habilite a visão de todas as pessoas participantes na tela.
♪ Canto: Vento que anima e faz viver (LCI 466)
Oração:
Dinâmica de quebra-gelo - Alfabeto e o Otebafla:
A pessoa coordenadora pede ao grupo que recite o alfabeto. Escolher uma das duas formas de execução da dinâmica:
1) Coral: Todas as pessoas recitam o alfabeto juntas. Vai se perceber que, por causa da internet, algumas vozes vêm depois, como eco.
2) Síncrona: Cada participante fala a letra da vez até que todo o abecedário esteja finalizado.
A · B · C · D · E · F · G · H · I · J · K · L · M · N · O · P · Q · R · S · T · U · V · W · X · Y · Z
Importante calcular o tempo que levará para completar o desafio. Facilita se as pessoas participantes combinarem a sequência de participação.
Após essa parte, o desafio se apresenta ao grupo, quando a pessoa coordenadora pedir para as participantes executarem a mesma ação, mas ao contrário.
Z · Y · X · W · V · U · T · S · R · Q · P · O · N · M · L · K · J · I · H · G · F · E · D · C · B · A
A pessoa coordenadora dialoga com o grupo: Como vocês se sentiram? Tiveram dificuldades em executar algo tão simples? Qual o impacto de fazer uma pequena mudança em algo que estamos habituados a fazer? Será que nós não sabemos o alfabeto ou não treinamos o caminho reverso?
♪ Canto: A fonte (LCI 635) ou Graças, Senhor, eu rendo (LCI 472)
Leitura Bíblica: Lucas 24.13-24
Comentário:
A pergunta de Jesus aos discípulos no caminho de Emaús parece bem apropriada para o momento que vivemos: “sobre o que vocês conversam pelo caminho? (Lucas 24.17)”.
Duas pessoas andando pela estrada. Desanimadas. Tristes! Estavam indo na direção contrária. Elas estavam fugindo. Quem sabe buscando respostas para suas perguntas e dores. (Imagem de ontem e de hoje). Muitas vezes caminhamos sem perspectivas, sem compreensão, sem esperança.
A experiência da morte de Jesus tinha sido tão dolorosa que os dois discípulos, a caminho de Emaús, perderam o sentido de viver em comunidade, abandonaram o grupo de discípulos  e de discípulas. Diante dos poderes que assassinaram Jesus, sentiram-se impotentes e procuraram salvar, pelo menos, a própria pele. Sua frustração era tão grande, que, inicialmente, nem perceberam que alguém caminhava com ele. Depois de perceberem a presença de uma terceira pessoa, não reconheceram que era Jesus (24.15).
Mesmo sem ser reconhecido, Jesus caminhou ao lado dos dois discípulos. Ele lhes fez perguntas. Escutou as respostas com interesse. Dessa maneira, permitiu-os a irem fundo no motivo da sua tristeza e fuga. Procurava fazê-los expressar a frustração que sentiam. Depois, foi iluminando e aquecendo os seus corações ao lembrar e explicar as palavras e as promessas da Escritura Sagrada. Finalmente, ao acolher o convite de cear com os dois discípulos e ao partir o pão, Jesus possibilita que os olhos dos dois discípulos sejam abertos, enxergando a linda e esperançosa realidade da ressurreição. A realidade da ressurreição que os dois discípulos não guardaram para si, mas que os fez correr de volta para junto do seu grupo e compartilhar tudo o que viveram.
Hoje, nós recebemos o chamado de viver a experiência de Emaús e descobrir, na partilha solidária, a presença de Deus conosco. Como juventude, recebemos o convite de reconstruir, no diálogo, na abertura e na acolhida, o projeto de Jesus, que custou sua própria vida.
Tempo de partilha:
Então, sobre o que conversamos pelo caminho? Com quem conversamos nessa jornada de distanciamento social, rupturas e mudanças radicais de rotina? Onde temos encontrado motivação, esperança e alegria nesse momento?
Convidar as pessoas jovens a compartilhar, brevemente, suas experiências durante a quarentena, enfatizando a primeira pergunta. Se o grupo participante for muito grande (acima de 15 pessoas), propor que formem duplas ou trios, utilizando o chat do programa de reunião virtual ou aplicativos de conversas, e conversem sobre as duas perguntas. Nesse caso, a transmissão de vídeo e áudio na sala de encontro virtual poderia ser interrompida, pelo tempo combinado para diálogo.
Oração:
♪ Canto: Nos braços de Deus (LCI 312)
Leitura Bíblica: Marcos 1.9-11
Diálogo:
a) Quais expressões comunicam aceitação?
b) Quais expressões comunicam rejeição?
c)  Geralmente, como ocorre o processo de aceitação nos relacionamentos?
d) Como você se sente quando não corresponde às expectativas para pertencer a alguém ou a algum grupo?
e) O que o Batismo de Jesus nos diz a respeito da forma de Deus se relacionar com o ser humano?
f)  Qual é o sentido da manifestação “dos céus” no Batismo de Jesus? Qual é a razão desse anúncio de Deus para nossas vidas?
g)  Como vivemos o acolhimento de Deus?
Comentário:
Através do Batismo, Deus revela seu imenso amor por nós, concedendo-nos reconciliação, perdão de pecados, salvação, vida nova e paz. O Batismo é presente que não se esgota, não se acaba, não fica antiquado, não deixa de servir com o tempo... pelo contrário, é presente constante, atual e fundamental para cada circunstância e fase da vida. É a força que acompanha e revigora a pessoa a cada dia, em todas as idades e em todos contextos. E só tem essa importância, relevância, essa vitalidade e esse poder porque é dom de Deus. Não é produto humano, mas é gerado na graça de Deus. Batismo é a vida plena concedida a toda pessoa que crê.
Deus, que nos acolhe no Batismo, é fiel em nos assistir a cada dia. Ser tornada pessoa filha de Deus não é uma mera informação, conhecimento ou ritual. Ser escolhida, aceita por Deus é algo que modifica todo o nosso viver, pois recebemos o Espírito Santo, que nos concede a fé, integra-nos no corpo de Cristo, desperta nossos dons e nos compromete a uma nova vida em amor. Esse chamado acolhe-nos em todo o ser, assim como somos, alcançando-nos com em toda a integridade.
Pertencer é viver”, escreveu Clarice Lispector. Ela também afirmou: “eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa”. Pertencer está na constituição do ser, é ponto de partida e de chegada; início, meio e fim da jornada humana. Pertencer é ser pessoa plena. Pertencer é a razão de ser da comunidade cristã. É o verbo conjugado no Batismo: eu pertenço, tu pertences, ele e ela pertencem… nós pertencemos. Fundamento da missão de Deus no mundo: revelar que a humanidade não está perdida, ela pertence ao Deus de amor. Toda a ação de misericórdia de Deus na história do seu povo baseou-se no plano de trazê-lo para junto de si.
A palavra de Deus afirma, confirma, reafirma: “Acaso não sabem [...] que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo” (1 Coríntios 6.19-20). Pertencemos a Deus! Fomos comprados e compradas por preço, alto preço, a vida do nosso Senhor Jesus Cristo.
O Senhor misericordioso confere e restitui, constantemente, a dignidade como pessoa filha e herdeira. Ao ser outorgado o título de filho ou filha, “sob os cuidados do Senhor”, o ser humano deixa de flutuar no vazio e pode andar firme em sua jornada, porque anda sob a boa proteção e boa companhia de Deus.
Somos especiais para Deus. Não somos apenas um número na multidão. Não vivemos por acaso. Nós não estamos neste mundo por acaso. Vivemos porque temos valor para Deus. A nossa vida só faz sentido se vivemos seu amor entre nós. Deus não nos rejeita. Ele nunca nos rejeita e a sua aliança conosco dura para sempre. Ele sempre estará de braços abertos nos esperando. Do mesmo modo que Ele age conosco, Ele espera que possamos agir assim com as pessoas próximas. Isso se chama compartilhar da graça de Deus ou em outras palavras viver o Batismo.
O Batismo é a expressão máxima desse pertencimento, dessa ligação forte e poderosa estabelecida e confirmada pelo próprio Deus, por todo a forma de se relacionar com a humanidade. Ao clamor por pertencer (por viver), Deus responde definitivamente: “Não temas, eu te salvei, tu és meu, tu és minha” (Isaías 43.1), e marca com o instrumento mais valioso do seu amor: a cruz de Cristo. Celebremos esse vínculo. Celebremos essa pertença. Hoje e para sempre, no Senhor!
♪ Canto: Sim, vale a pena viver (LCI 559)
Gesto de sensibilização:
Convidar as pessoas participantes pegarem o óleo ou creme para a unção. A pessoa coordenadora faz um breve comentário sobre a unção:
 No Salmo 23, somos lembrados do Bom Pastor que unge nossa cabeça com óleo, pois Ele não se afasta quando caminhamos por vales de sombra e morte. A unção com óleo nos lembra que sobre a nossa vida está o grande Sim de Deus. No Batismo Deus disse Sim e continua nos dizendo Sim diariamente.
No Antigo Testamento, Deus autoriza a unção no serviço cúltico. Ela santifica, confere autoridade, poder e honra. Assim, sacerdotes, reis, profetas eram ungidos e pela unção são chamados e preparados para a sua missão. Por esse motivo, praticamos a unção na liturgia batismal.
O próprio Cristo foi ungido por uma mulher antes de entregar-se por nós (Mateus 14.3-9). Com aquele gesto, a mulher dedicou a Jesus sua vida e a verdadeira adoração ao Salvador, ungindo-o com óleo precioso, diante de diversas pessoas. 
Nesse encontro, como símbolo do pertencimento a Jesus, da identidade e da dignidade conferida por Deus aos seus filhos e às suas filhas, vamos nos ungir. Autorizados e autorizadas pela palavra de Deus, em humildade e disposição diante do seu chamado, vamos afirmar, individualmente, com o sinal da cruz em nossas mãos, que somos chamadas de filhas e chamados de filhos de Deus. Sugerimos traçar o sinal da cruz, dizendo a seguinte frase “(Nome), filho/a de Deus, foste selado e selada pelo Espírito Santo e marcado, marcada com a cruz de Cristo, para sempre. Amém
♪ Canto: Banhados em Cristo (LCI 316)
Oração de intercessão:
Solicitar que cada pessoa escreva uma palavra ou uma pequena frase em uma folha A4 (ou na tela do celular), que expresse um pedido a Deus. Assim que estiverem com as palavras escritas, pedir que centralizem as folhas ou o celular diante da câmera, de modo que a pessoa coordenadora visualize todas as preces e conduza a oração.
Bênção:
Concede a tua bênção sobre nós e renova nossa solidariedade, nosso amor e nossa esperança de que, deste sofrimento planetário possa nascer um outro mundo possível. Em nome do Pai e o Filho e o Espírito Santo. Amém
Envio: ♪ Canto: Dá-nos esperança e paz (LCI 293)
 
Elaboração: Conselho Sinodal da JE do Sínodo Brasil Central


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