Manocô - Pastoral Escolar Colégio Sinodal

15/04/2011

Estamos na Semana dos Povos Indígenas. A cada ano que passa aprendemos mais com estes povos “diferentes”, que tem cultura e hábitos diferentes. É bom lembrar que entre os povos indígenas também há muitas diferenças. A começar pela língua. Para nós alguns desses hábitos são até bem estranhos. Assim como eles acham estranhos alguns dos nossos hábitos.

Normalmente temos em nossos conceitos a idéia de que os povos indígenas são povos ultrapassados, ou não civilizados. Isso porque eles não têm a mesma visão de progresso que nós temos em nossa cultura. Ou, nós não temos a mesma visão de progresso que eles têm em sua cultura. Com isso até achamos que nada temos para aprender com eles e somente eles conosco. Grande engano!

Numa região entre o Acre, Amazonas e o Peru vive um povo indígena chamado Kulina (também conhecido como Madihá). Eles desenvolveram um conceito muito profundo e interessante ao redor da palavra MANACÔ. É um mecanismo que ajuda e regular a vida social do povo. O manacô é baseado no princípio de dar e retribuir e resulta na distribuição coletiva dos bens e da produção. Manacô tem um significado religioso, econômico, de unidade do povo, significado moral e até jurídico. Por isso que para traduzir essa palavra seria repartir, viver solidariedade.  O povo Kulina é bastante solidário entre si e por isso não há desigualdade social entre eles. O manacô faz com que haja justiça social e igualdade entre as pessoas.

E pensar que esse é um povo considerado “ultrapassado”. São um exemplo a ser seguido, mas considerados pela maioria “ultrapassados”. Quem tem a aprender com quem? Como certeza todos têm a aprender com todos. Por isso nunca devemos ter postura arrogante de se achar melhor ou mais desenvolvido, porque, cedo ou tarde, descobriremos que sempre temos mais a aprender do que ensinar.

“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gálatas 6.2)
Uma abençoada semana!            

P. Ildemar Kanitz - Colégio Sinodal – São Leopoldo-RS
 

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Ainda não somos o que devemos ser, mas em tal seremos transformados. Nem tudo já aconteceu e nem tudo já foi feito, mas está em andamento. A vida cristã não é o fim, mas o caminho. Ainda nem tudo está luzindo e brilhando, mas tudo está melhorando.
Martim Lutero
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