Amar e ser amado!

08/08/2021

 

Rubem Alves, falecido escritor, poeta e pastor presbiteriano escreveu certa vez que Deus colocou as crianças em nossa vida para que as ensinássemos. Mas, também para aprender com elas. Creio que, por isso é que Jesus insistiu: É necessário ser como uma criança para entrar no Reino dos céus (Mateus 18.3). Então, segue uma história que bem serve de reflexão aos pais e às mães. Mas, que seja também um desafio à mudança e ao crescimento como adultos que somos. Mateus tinha 7 anos. Tinha tudo para ser igual às demais crianças, mas ele insistia em querer ser diferente, sempre aprontando. Agindo assim, você vai ficar sem amigos, dizia sempre de novo o pai. O menino não lhe dava atenção. Ele vivia brigando com todos, quebrando brinquedos, atrapalhando as brincadeiras. Quando Mateus chegava, as crianças e os adultos já esperavam que algo de ruim fosse acontecer. Até mesmo os bichinhos de estimação sofriam em suas mãos. Quantas vezes tentou afogar a “gatinha” na pia do banheiro. O “linguicinha” estava cansado de levar chutes. O menino era malvado e desobediente. Mas, era gente e podia mudar. Estava chegando o dia do seu aniversário. O pai prometeu um grande bolo de chocolate. Então, desafiou o filho a convidar os seus amiguinhos. Mateus estava todo orgulhoso. Ganharia uma grande festa de aniversário. Seria a maior e melhor festa da rua. Ao convidar seu colega de classe, chamado Pedro recebeu um “não” como resposta. Sento contigo, mas não sou seu amigo, disse sem rodeios. Mateus não se intimidou com a primeira negativa. Viu as meninas Elaine, Marta e Rosa pulando corda. Todo cordial fez o convite. A resposta voltou em forma de coro: Nós não vamos! Rosa ainda acrescentou: Aposto que é um golpe: Ou não há festa, ou você vai aprontar prá gente. Continuaram brincando como se o menino não existisse. Mateus ficou bem chateado. Uns negavam, outros não acreditavam, outros desviavam. Todos tinham motivo para não participar de sua festa de aniversário. No fim, ninguém queria ir. Mas, ele não desistia de sua pose orgulhosa. Não faz mal, dizia para si mesmo, o vô, a vó, e a tia Dina com meus primos estarão lá. Minha família é legal. Não preciso de outros amigos. Entretanto, no dia do aniversário, houve outra surpresa. Sobre a mesa da sala estava um pacote de presente, junto com um bilhete que dizia: Mateus! Esse é o nosso presente. Infelizmente decidimos viajar hoje para a capital para visitar o tio Beto. Assinado pelos avós, tia e primos. Então, Mateus começou a chorar. A mesa estava cheia de doces com o lindo bolo no meio. Havia refrigerante à vontade. Mas, faltava gente. Em meio ao choro, resmungou: Ninguém gosta de mim. Ninguém me ama. O pai veio e abraçou o seu filho. Disse com todo o carinho: Querido! Se queremos que as outras pessoas gostem da gente, primeiro temos que amá-las e querer-lhes bem. Quem sabe, de hoje em diante, você cuida melhor dos teus amiguinhos, respeita as pessoas, dê carinho aos animais... Tudo pode ser diferente. É verdade, disse Mateus, eu posso mudar. O pai lhe deu um forte abraço e um beijo, dizendo: Há muito queria ouvir isso de ti! Daquele dia em diante, Mateus mudou seu comportamento. Conversava, brincava, fazia dengo... As demais crianças voltaram a se aproximar dele. Ele se tornou amigo e depois até o “amigão” da turma. No ano seguinte sua casa estava repleta de crianças e adultos para comemorarem o seu aniversário. Então, Mateus disse baixinho no ouvido do pai: O amor faz a vida ficar mais bonita! Ouça o áudio em anexo...
 


Autor(a): P. Euclécio Schieck
Âmbito: IECLB / Sinodo: Norte Catarinense / Paróquia: Garuva-SC (Martinho Lutero)
Área: Confessionalidade / Nível: Confessionalidade - Prédicas e Meditações
Testamento: Novo / Livro: Mateus / Capitulo: 18 / Versículo Inicial: 3
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Meditação
ID: 63891
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Ao deixar de orar por um único dia sequer, perco grande parte da minha fé.
Martim Lutero
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