A missão continua!

O pouco de cada pessoa transforma-se em muito quando partilhado.

29/07/2020

Mateus 14.13-21 – A missão continua!

Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus!

Esta passagem do Evangelho nos é bem conhecida. Convido hoje para olharmos o momento em que Jesus se encontra. A leitura inicia dizendo: “Ao saber o que havia acontecido...” O que Jesus soube? – Soube da morte de João Batista.

Outro dia li um comentário que dizia assim:
Eu entendo Jesus. É o que acontece com todos, também conosco. Depois de um dia estressante, com trabalho e com tragédias, o que mais queremos é isolar-nos, esticar as pernas, cruzar os braços e descansar. O Mestre parece uma pessoa do século XXI... Às suas atividades normais, soma-se, agora, a notícia de uma tragédia: a morte de João Batista, decapitado por Herodes. Jesus precisa descansar. Por isso ‘saiu dali num barco e foi sozinho para um lugar deserto’... Mas a multidão não deu trégua. Precisava dele para curar seus doentes.” (P. Darci Drehmer, 2008).

Jesus já está decepcionado. Ele se encontra na sua terra natal e viu que o povo dali não acreditava no que ele falava. Seu próprio povo não tinha fé, diz em Mateus 13.58. Nesta situação recebe a notícia da morte de João Batista. E Jesus se retira. Só queria ficar sozinho! Depois de curar e alimentar a multidão, Jesus os despede, despede também os discípulos, e aí sim, pôde ir sozinho a um monte para orar.

Essa moldura nos convida a olhar o Evangelho de hoje não pelo milagre da partilha de comida, mas pela atitude de Jesus. Quantas vezes nós nos encontramos numa situação como a de Jesus – cansados, desejando um pouco de sossego, mas a vida nos chama e precisamos reagir e continuar a caminhada! 

Nestes tempos de profundo cuidado com a saúde (isolamento, higiene, proteção com máscaras, visitas extremamente reduzidas, etc...), desejamos muito que isso acabe e possamos nos encontrar sem restrições, nos abraçar, conversar sem máscaras, rir e cantar louvando a Deus.
Mas as notícias parecem cada dia uma nova decepção.
E começamos a pensar – Até quando? Será que isso nunca vai passar? Será que não existe alguém pode fazer alguma coisa?

O povo no tempo de Jesus estava assim: doente, desesperado, faminto por ajuda, sedento de atenção. Por isso foram atrás de Jesus até no deserto. A multiplicação da comida foi um detalhe que aconteceu devido a situação. O povo não foi atrás de Jesus para receber pão, mas Jesus abriu seus olhos para a partilha. A comida estava em suas bolsas, o milagre de Jesus foi fazer as pessoas reconhecer isso e abrir suas bolsas, assim como Jesus também teve que abrir o mais profundo do seu coração para curar mais algumas pessoas e organizar a alimentação de uma multidão, mesmo com o coração em pedaços pela morte violenta de seu primo precursor, João Batista. 

Jesus não interrompeu sua missão até terminar o que havia à sua frente. Só depois foi se retirar. Assim nossa missão pelo cuidado da vida diante da pandemia ainda não terminou. Não podemos largar mão do cuidado enquanto não terminar esse tempo. Precisamos buscar força e persistência mesmo lá onde achamos que não tem mais nada. Precisamos unir nossas vozes na oração, na lembrança de pessoas queridas distantes com telefonemas, envio de mensagens, com um chamado no portão e a troca de algumas palavras de apoio e coragem para as pessoas idosas e enfermas especialmente.

Se no meio do caminho houver uma intercorrência, se temos que mudar o foco, roguemos a Deus que dê força para podermos somar em apoio, em esperança, em compromisso por vida digna, assim como Jesus ajudou para que toda aquela multidão tivesse o necessário para se alimentar.

Jesus não descansa enquanto a missão não está cumprida. Ele foi enviado ao mundo para instaurar o Reino de Deus. Enquanto o Reino de Deus não for realidade para todas as pessoas, Jesus não descansará.
Não cessemos nós também de promover atitudes de vida digna para todo o povo de Deus. Esta é a missão de Jesus que Deus confiou a nós, seus filhos e filhas, batizados em seu amor e misericórdia.
Não cessemos de buscar a força em Deus através da oração, do ouvir e estudar a sua palavra, do partilhar solidário daquilo que temos guardado e pode ser muito importante para uma outra pessoa. Enquanto buscamos a cura das doenças, Jesus ensina a partilhar solidariamente também o alimento para o corpo.
Que Deus nos ilumine e dirija nossos passos! Amém.
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Aprendemos a compartilhar convidando pessoas para a nossa mesa. A pandemia nos ensina a partilhar enviando “comida” para outras mesas.

Diante de dificuldades, como a pandemia, temos a tendência de nos fechar como auto proteção. Jesus nos chama para “abrir as bolsas” e partilhar o que temos guardado lá dentro.
Uma forma de partilharmos hoje é nos engajarmos na Campanha Nacional de Ofertas para a Missão – Vai e Vem.
A oferta pode ser feita no site www.luteranos.com.br  ou entregando na sua comunidade... Façamos cada qual a sua parte neste grande mutirão.

O pouco de cada pessoa transforma-se em muito quando partilhado, tal qual na multiplicação dos pães e peixes realizada por Jesus. 

Pa. Clarise I. W. Holzschuh – Chapecó-SC
 


Autor(a): Pa. Clarise I. W. Holzschuh
Âmbito: IECLB / Sinodo: Uruguai
Área: Missão / Nível: Missão - Coronavírus
Área: Confessionalidade / Nível: Confessionalidade - Prédicas e Meditações
Testamento: Novo / Livro: Mateus / Capitulo: 14 / Versículo Inicial: 13 / Versículo Final: 21
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Prédica
ID: 58034
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Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Mateus 5.9
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