Mulheres Luteranas Celebrando os 500 anos da Reforma - Mensagem

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19/03/2017

Mulheres Luteranas Celebrando os 500 anos da Reforma
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Mulheres Luteranas celebrando os 500 anos da Reforma

No ano que comemoramos os 500 da Reforma, irmanadas na comunhão e no testemunho de mulheres luteranas de todo o mundo, refletimos neste encontro sobre a importância não só da presença das mulheres, mas, principalmente, da sua participação na Igreja. Constatamos que as mulheres sempre estiveram presentes para servir, mas pouco puderam participar com voz, poder de decisão e autonomia de trabalho. Participar é mais do que estar presente. É na participação que as vozes são escutadas e as opiniões são partilhadas e respeitadas.

Para transformar esta postura, se faz necessário colocar-se em movimento e, ao colocar-se em movimento, podemos perceber as situações que nos limitam. Para que a nova vida, surja é preciso força, é preciso empurrar – e com ajuda do grupo, de forma coletiva.

Que a cultura não seja usada como barreira para limitar as mulheres a um papel secundário e sem possibilidades de protagonismo. Lembramos especialmente que ainda há Igrejas que não permitem a Ordenação de mulheres ao Ministério ou inviabilizam a sua participação.

Vamos respeitar as diferenças, evitando o antagonismo, pois importa que a interpretação da Palavra promova ao Cristo que vive e anuncia o amor e a defesa daqueles e daquelas que estão em situação de discriminação.

Nesse movimento de escutar e falar, se faz necessário que o diálogo aconteça entre iguais, no mesmo nível, com pessoas que se reconhecem e podem se olhar nos olhos.

Ao recordar e nomear mulheres da Bíblia, exercitamos a memória que passa pelo coração. É fundamental recordar aquelas mulheres e incluir na história as mulheres que antes fizeram e fazem parte desta Igreja. Como Catarina von Bora e tantas outras mulheres que se empenharam pelo movimento da Reforma, aprendemos que as mulheres também fizeram e fazem Teologia.

Que os nomes de mulheres e os seus feitos sejam também registrados em salões comunitários, ruas, praças, Comunidades e obras sociais, para que a sua memória não se apague e sirva de exemplo para as mulheres das gerações futuras assumirem o seu papel na Igreja e na sociedade.

Que a justiça de gênero seja instrumento que auxilie homens e mulheres a viverem em harmonia e respeito e para que fatos, como o tratamento desigual entre mulheres e homens, a violência contra mulheres, o feminicídio e tantas violações de direitos humanos, cessem.

Entendemos que é preciso desarrumar o mundo, este mundo organizado de forma injusta. Para isso, nos colocamos em movimento. Somos mulheres no movimento da Reforma que continua sempre se reformando. Não vamos esperar mais 500 anos para que isto aconteça! Desejamos ser ouvidas. Desejamos participar nos espaços decisórios desta Igreja. Desejamos ser capacitadas para isso.

Se, para abrir o Mar Vermelho, foi preciso um primeiro passo, somos mulheres em movimento e somos multidão! A partir destas constatações, desafiamos a nós, mulheres, e a Igreja como um todo: que as mulheres aceitem as Presidências dentro das várias instâncias da IECLB – já estamos bastante aptas como Vices; que participem e não somente se façam presentes; que os Estatutos contemplem cotas para as mulheres e a juventude, como já se faz na Federação Luterana Mundial (FLM); que se discutam e conversem nos grupos sobre o que realmente interessa às mulheres; que este movimento não se restrinja aos muros das Igrejas, mas que atue também na sociedade e não se cale sob a ameaça de perdas de direitos das mulheres trabalhadoras e também dos homens trabalhadores; olhar e valorizar mais as histórias de mulheres na Bíblia que ficaram escondidas e dar-lhes voz e visibilidade; perceber a importância da amizade entre mulheres e que ela não se deixe afetar por discórdia e competição semeadas pelo patriarcado; que lembremos que mulher e homem estão sob a mesma missão, em pé de igualdade, porque foram ambos criados à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.27); temos também esperança de mais aceitação da participação da mulher e em igualdade nas Comunidades; que sejam respeitados os direitos das mulheres; que se reconheça o seu potencial e sejam tratadas com dignidade.

Esperançar é se levantar, é ir atrás, é construir e não desistir, é levar adiante. Esperançar é juntar-se com outras e outros para fazer de jeitos diferentes. Que, neste movimento, caminhemos juntas, cuidando para que neste caminhar seja ele feito em amor.

Foz do Iguaçu, 19 de março de 2017.


Acesse mais informações sobre o Encontro Nacional Mulheres Luteranas Celebrando os 500 anos da Reforma

Acesse o VÍDEO com o primeiro dia do Encontro!

Acesse o VÍDEO com o segundo dia do Encontro!

Acesse o VÍDEO com o terceiro dia do Encontro!


Autor(a): Comunicação Presidência IECLB
Âmbito: IECLB
Área: Missão / Nível: Missão - Mulheres
Área: História / Nível: 500 Anos Jubileu
Natureza do Texto: Manifestação
Perfil do Texto: Mensagem
ID: 41604
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