Igreja e Sociedade


Famílias refugiadas sírias fazem palestra em Campinas, SP

Palestra "Tempo de paz, tempo de guerra - o exemplo da Síria"

26/03/2017

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“E, quando um estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o oprimireis. Como o natural, entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o Senhor, vosso Deus.” (Levíticos 19.33-34)

No domingo dia 26 de março a Comunidade em Campinas (IECLB) ofereceu a palestra “Tempo de paz, tempo de guerra – o exemplo da Síria” ministrada por duas famílias sírias refugiadas que moram em Campinas e que são assistidas pela comunidade.

A Síria é um dos países mais antigos dos quais se tem conhecimento. Em sua fala as famílias apresentaram dados históricos e culturais do país, fotos que retratam o antes e o depois da guerra, narraram das perdas de vidas – familiares e amigos entre eles – e a destruição total de cidades. A Síria é, historicamente, alvo de disputas e guerras. Em média acontece uma guerra a cada 20 anos, dizem.

Refugiados/as: Em meio à destruição provocada pela guerra é preciso viver. Ou sobreviver. Ou migrar. Estas famílias decidiram migrar: decidiram por uma vida sem guerra para os dois casais, um com 3 filhos pequenos e o outro com 2 adolescente/jovem. Venderam tudo o que possuíam e que não foi corroído pela alta inflação e seguiram rumo ao Brasil em busca de refúgio e vida abundante. Campinas, a nova cidade natal, é o lugar da esperança e do sonho.

Sobre as causas da guerra: aqui no Brasil sempre de novo ouvimos no noticiário que a causa da guerra é religiosa. Diferentes grupos religiosos estariam em disputa pelo território e hegemonia religiosa. Na percepção destas famílias este argumento não confere. Dizem que estas correntes religiosas existem há muito tempo e sempre houve convivência pacífica. A real causa seria a disputa das potências políticas e econômicas mundiais. Elas estariam interessadas na posição estratégica do país, em exercer influência política na região, controlar importantes rotas comerciais e ter acesso aos recursos naturais. Exemplificam o que acontece com o jogo de xadrez: dois grandes jogadores (2 potências mundiais – EUA e Rússia) jogam entre si e o povo, qual peão, está no meio do jogo e sofre as consequências.

A comunidade luterana as acolheu. Empenha-se com aulas de português, auxilia na venda de comida árabe – importante fonte de recursos da sobrevida – e na inserção social: a adolescente participa do culto infantil e o jovem do grupo de jovens da comunidade. Entendemos que a fé nos move a acolher as pessoas independentemente da religião professada; a fé nos faz dizer que ninguém é obrigado a viver em ambiente de guerra; a fé que professamos nos faz oportunizar nova vida a quem a deseja. Ao mesmo tempo aprendemos a valorizar nosso país apesar dos problemas que tem – ele é a porta da esperança para muitas pessoas, inclusive nós brasileiros/as.

O grande desejo que manifestam é que a guerra termine, a paz retorne e seja possível retornar. Enquanto isso não acontece, externam profunda gratidão pela acolhida recebida.


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