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ID: 2660

Compartilhar Saberes e Sabores

Seminário da Pastoral da Agricultura Familiar e Direito à Terra do Sínodo Noroeste Rio-grandense

16/06/2018

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Compartilhar: Saberes e Sabores foi o tema do Seminário da Pastoral da Agricultura Familiar e Direito à Terra do Sínodo Noroeste Rio-grandense

Na manhã gelada do dia 16 de junho, mais de 350 pessoas de toda a região Noroeste do RS se deslocaram até a Comunidade Evangélica de Caúna, em Três de Maio – RS para participar do seminário que foi preparado com todos os detalhes possíveis pela coordenação da Pastoral da Agricultura Familiar e Direito à Terra, com o apoio de uma série de outras organizações parceiras. Pessoas que se sentiram convidadas para uma verdadeira partilha de saberes e sabores através de palestras, músicas, danças, oficinas, mostra de trabalhos e uma feira de produtos da agricultura familiar e artesanato.

Reunidas num mesmo espaço, especialmente preparado pela Comunidade, as pessoas participantes receberam a saudação do P. Sinodal Vilson Thielke, do Secretário da Ação Comunitária da IECLB P. Dr. Mauro Batista de Souza e do Prefeito Municipal de Três de Maio, Sr. Altair Copatti. Após puderam acompanhar uma palestra proferida pelo P. Renato Küntzer, que tomou por base o texto bíblico da multiplicação dos pães e dos peixes (Mt 14.13-21), enfatizando o milagre da multiplicação que se dá a partir da partilha. Também enfatizou a necessidade da valorização da diversidade da produção dos alimentos pela agricultura familiar como uma dádiva de Deus.

Em seguida a Comunidade Indígena do Guarita, com o apoio do Comin, apresentou um belíssimo número de danças, no qual contaram como surgiu o milho e como se dá a técnica de cultivo do cereal, na perspectiva do povo Kaingang, conquistando a admiração da plateia e o respeito pela diversidade cultural.

Durante o dia os participantes ainda puderam interagir em diversas oficinas:

Sal Temperado: O grupo da OASE de Giruá, com o apoio da Emater, ensinou uma receita que mistura o sal com diversos temperos.

Medicina Natural: Nessa oficina foi possível conhecer a cultura indígena de aproveitamento das plantas medicinais. A Orientação foi do Comin.

Cultivo de Sementes Crioulas: A Agabio trouxe a discussão sobre a importância da preservação da diversidade de espécies de sementes crioulas.

Biofertilizantes Caldas e Microrganismos Eficientes: Nessa oficina a Arede trouxe informações e demonstrações de produtos de tecnologia biológica para produção agrícola.

Plantas Alimentícias Não Convencionais: Teve como propósito conhecer plantas alimentícias não convencionais que estão a nossa disposição e que podem ser usadas para a alimentação humana.

Lácteos e Frutas Nativas: A oficina foi conduzida pelo curso de Lácteos da Setrem e tratou sobre o processamento das polpas de frutas nativas e o uso dessas para a fabricação de derivados lácteos, especialmente queijos e iogurtes.

Artesanato Indígena: Nessa oficina foi possível conhecer o processo que comunidades indígenas desenvolvem para transformar a matéria prima encontrada na natureza em arte.

Despolpa de Frutas: A oficina teve como propósito discutir a importância das frutas nativas no processo de preservação de espécies nativas, agregação de renda e alimentação humana.

Cucas Coloniais: A oficina orientada pela OASE de Caúna valorizou a tradição de fazer cucas coloniais, em forno de barro, acrescentando o recheio das frutas nativas.

Pastoral da Saúde: Na oficina os participantes tiveram a oportunidade de conhecer diversos produtos naturais que tem a função de contribuir para uma melhor saúde, prevenção de doenças e melhora na disposição.

Educação do Campo: Nessa oficina as pessoas participantes tiveram a oportunidade de conhecer na prática uma fantástica experiência de escola, completamente integrada à realidade rural, aproximando o conteúdo em sala de aula com a realidade das crianças, com a valorização dos saberes do meio rural.

Outra atração do evento foram as Atividades Paralelas:

Feira de Produtos Coloniais e Artesanais: Durante o seminário estiveram disponíveis para comercialização produtos oriundos da organização de grupos de produtores familiares, artesãos e comunidades indígenas.

Túnel das Sensações: Através do Túnel acadêmicos, do curso de psicologia, da Setrem, puderam fazer os participantes reconhecer suas sensações de maneira diferente, sem a ajuda da visão. Com os olhos vendados puderam comer, cheirar, ouvir e tocar. Com isso buscou-se refletir sobre as questões de valorização da vida e o cuidado da nossa saúde.

Trilha Ecológica: A Trilha proporcionou o contato direto com a natureza, numa caminhada na mata e ao longo do riacho. Ainda ofereceu momentos de reflexão e contemplação da preservação da natureza. A trilha percorrida em torno de uma hora possui uma história envolvida com moinhos antigos e desafia a ver/escutar/sentir.

Espaço Ciranda: Os acadêmicos do curso de pedagogia da Setrem ofereceram um espaço lúdico para convivência das crianças, com brincadeiras, jogos e dinâmicas.

Almoço Ecológico: O almoço preparado pelos membros da Comunidade Evangélica de Caúna – IECLB, teve no seu cardápio, uma Galinhada cozida no tacho e preparada com frangos caipiras produzidos pela Associação do Frango Caipira de Mambuca – Horizontina, arroz orgânico, tomates e cebolas da Cooperagro, cucas da própria comunidade e saladas doadas pelos membros. O almoço foi acompanhado de sucos naturais preparados com frutas nativas e exóticas.

Mais um momento importante no seminário foi a entrega realizada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SEMA dos dois primeiros certificados de extrativismo para agricultores familiares de Três de Maio - RS, que vêm se dedicando ao cuidado da espécie nativa do butiazeiros e outras frutíferas nativas. Em seguida aconteceu o lançamento da cartilha “Butiá: potenciais e usos sustentáveis”.

Para que o evento obtivesse êxito foi necessária a colaboração de muitas pessoas e organizações. Nesse aspecto prevaleceu o trabalho coletivo com um único propósito: mostrar e experimentar a diversidade de saberes e sabores colocados a nossa disposição como dádiva graciosa de Deus, cabendo à sociedade a tarefa de experimentá-la, usufrui-la e preservá-la. Não por último, cabe destacar o apoio da Secretaria Geral da IECLB e da Fundação Luterana de Diaconia através da disponibilização de recursos financeiros e acompanhamento do desenvolvimento do projeto.
 


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