Presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil


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Missão junto a segmentos específicos

Palavra da IECLB - O que dizem os manifestos e posicionamentos da Direção da IECLB

1. Fundamentação:

O que dizem manifestos e posicionamentos da Direção da IECLB dizem  sobre jovens:
Jovens são parte integrante da comunidade cristã. Não precisam de autorização para ter espaço de participação. A comunidade, em todos seus níveis de expressão (local, paroquial, sinodal, nacional), tem compromisso de viabilizar a participação de todos e todas, independentemente de gênero, situação social, etnia, geração (Gl 3,28: “Desse modo não existe diferença entre judeus e não-judeus, entre escravos e pessoas livres, entre homens e mulheres: todos vocês são um só por estarem unidos com Cristo Jesus”).

A vida comunitária é espaço qualificado para ajudar os jovens na construção da sua identidade, a partir de valores, práticas e significados de vida. É espaço potencialmente acolhedor, onde os jovens podem encontrar amparo em sua angústia, medos e dúvidas (I Co 12, 26 “Se uma parte do corpo sofre, todas as outras sofrem com ela. Se uma é elogiada, todas as outras se alegram com ela”).

E os jovens querem participar! A graça de Deus, a partir da qual uma comunidade é edificada e cresce, também alcança e toca os jovens. E é esse toque divino que desperta para a responsabilidade mútua dos integrantes da comunidade: crianças, jovens, adultos, idosos (I Co 12, 25 “... não existe divisão no corpo, mas todas as suas partes têm o mesmo interesse umas pelas outras”). Movidos pela graça de Deus, integrantes da comunidade engajam-se na ação missionária, como, por exemplo, no cuidado ao meio-ambiente.

Jovens tendem a renovar e enriquecer a vida comunitária com sua capacidade de oferecer novas formas de participação e novas formas de compreensão. Comunidade de confissão luterana reforma-se constantemente para criar novos espaços e continuar sendo comunidade para todos e todas. (“Que cada um use o seu próprio dom para o bem dos outros”, 1 Pe 4,10).
Palavra do Pastor Presidente às Juventudes – 2014
Texto completo

 

(... ) os jovens são parte integrante da comunidade cristã e que a vida comunitária é espaço qualificado para ajudá-los na construção da sua identidade, a partir de valores, práticas e significados de vida, onde podem encontrar amparo em sua angústia, medos e dúvidas (1Co 12.26). Cremos igualmente que jovens tendem a renovar e enriquecer a vida comunitária com a sua capacidade de oferecer novas formas de participação.

Nesta perspectiva, quero destacar o seguinte:
Comunidade jovem é aquela que constrói e reconstrói espaços para a vivência da espiritualidade de todos os seus integrantes: crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos. Nessa comunidade, os jovens não precisam reivindicar espaço.

Comunidade jovem protege o jovem, mostra os valores que defende, a fim de servir de guia para a construção da identidade dos seus integrantes jovens e dá a eles parâmetros para lidar com os riscos a que estão expostos na sociedade atual e com as adversidades da vida.

Comunidade jovem vive a fé a partir da confiança no Deus presente em todas as horas, o Deus que consola, motiva, o Deus que não teme questionamentos, o Deus amoroso, cuja graça é maior que qualquer medo.

Comunidade jovem ajuda o jovem a encarar a realidade, a enxergar as suas potencialidades por meio da confessionalidade e não vende ao jovem uma religiosidade que serve como meio de fuga da realidade. Pelo contrário, mostra-lhe o tamanho da graça de Deus e como ela o pode ajudar a lidar com a sua ansiedade e os seus medos.

Comunidade jovem respeita a Criação de Deus, entende o ser humano como parte da Criação, não como seu proprietário, mas, sim, como seu cuidador, por isso comunidade jovem é cuidadora, responsável.
Mensagem do lançamento do Tema do Ano - 2012
Texto completo da Mensagem

 

O que os manifestos e posicionamentos da Direção da Igreja dizem sobre discriminação racial:
Do ponto de vista cristão não há como justificar racismo de qualquer tipo. Deus criou um mundo multiforme, em que cada peça tem sua característica inconfundível. Diversidade é a marca da criação. Mas é uma diversidade na mesma dignidade. Nenhum ser humano, por pertencer a outra raça, cultura ou sexo, é inferior ou menos valioso. O propósito de Deus não está na segregação de grupos e categorias humanas, e, sim, na complementação de uns pelos outros e no serviço mútuo, usando cada qual o dom que recebeu. Discriminação racial equivale a desprezo ao Deus Criador, que moldou a criação assim como a fez e que por amar a ela deu seu Filho Unigênito. Resulta daí o compromisso com a meta da parceria fraternal entre raças, povos e culturas.

É um compromisso válido para todos, independentemente de seu credo. Baseia-se, não por último, no que é óbvio: violência cria tão-somente violência. Ódio é o início do assassinato. Opressão provoca reação. Seja o radicalismo de direita, seja o de esquerda, desde que preconizador de meios violentos e de brutal dominação de uns sobre os outros, vai produzir o inferno da guerra civil e uma cultura da violência, em que todos são vítimas potenciais. Cria-se um clima generalizado de terror. O racismo é uma das forças que na história humana responde por indizível sofrimento.

(...) Cristãos e judeus estão unidos pela fé no mesmo Deus. Confessam-se ambos criaturas da bondade divina. Aplica-se ao antisemitismo o que vale com respeito a todos os males: importa resistir aos inícios.
Todas as formas de racismo têm causas. Elas podem ser de ordem psíquica: pessoas de outras raças inspiram medo, inveja, insegurança. Ou as causas são de natureza econômica. (...)Nem sempre, porém, as causas do racismo podem ser claramente identificadas. Residem também em valores transmitidos pela educação, em determinadas experiências de vida ou outros fatores. Seja como for, racismo permanece sendo um mal com conseqüências extremamente perigosas para a sociedade e a humanidade.
Manifesto Deus não é racista – 1992
Texto completo do Manifesto
 

 

2. Desdobramentos práticos de segmentos específicos:

Povos Indígenas:

(...) a IECLB conclama indígenas, famílias de produtores rurais, autoridades em todos os níveis, Igrejas, lideranças em geral a:
- abrir mão do uso da violência: as armas que derramam o sangue o Senhor mesmo transformará em utensílios para semear, regar, colher, temperar, comer, promover vida (palavra do profeta Isaías). Por isso, apelamos para que se ponha fim ao uso da violência. Já basta de violência!
- procurar entender as razões – históricas, legais ou mesmo ilegais – que contribuíram para a instalação do conflito que confronta criaturas humanas, brasileiros e brasileiras, todas elas imagem de Deus;
- trilhar caminhos que, pela ação firme e correta do Estado, promovam o diálogo, o reconhecimento de erros, a busca conjunta de soluções, a justiça e o direito.
Ao mesmo tempo em que a IECLB assim conclama as partes envolvidas nesse conflito, de modo particular para que o Estado assuma seu papel, ela se dispõe a, através dos seus Ministros e Ministras e outras lideranças suas, contribuir na busca de soluções pacíficas.
Manifesto sobre conflito entre agricultores e grupo indígena Kaiowá – 2011
Texto completo do Manifesto

 

A IECLB, em primeiro lugar, compartilha solidariamente o sofrimento dessas famílias, pois sem qualquer dúvida elas são as novas vítimas de toda uma história de colonização que, de um lado, na origem, não respeitou direitos de povos indígenas, e, de outro, lançou agricultores de boa-fé para dentro de uma situação em que, tendo obtido documentos de propriedade legal, se veem na contingência de perder essas propriedades com as quais têm provido o sustento de suas famílias e produzido alimentos para a Nação.

(...) Ora, o papel da Igreja, em última instância, não mudou. A Igreja não pode esquecer que ela não se constitui em partido, mas tem um ofício espiritual. Por mais difícil que seja, seu papel segue sendo não o de protagonista, mas o de acompanhante solidário, no sentido do cuidado pastoral, da conciliação e do diálogo. Ela deve ser um instrumento de paz. Deve também resistir à tentação de difundir o que poderiam ser “ilusões” ou de acirrar ainda mais os ânimos, o que poderia levar a situações imprevisíveis e que viriam a trazer ainda mais sofrimento às pessoas afetadas. Assim, nesse momento a Igreja se propõe, em espírito solidário e atenta às possíveis alternativas, acompanhar os processos e as pessoas, dando-lhes o apoio adequado à situação. Em meio às tensões, ela deve ser uma voz moderadora, embora decidida na busca das melhores alternativas à frente.
Não há dúvida de que a responsabilidade de sanar o sofrimento e compensar as dores cabe antes de tudo às autoridades constituídas, que não podem fugir demagogicamente dessa responsabilidade. Por isso, em quarto lugar, a Presidência da IECLB se propõe, com os sínodos de Santa Catarina, reivindicar junto a essas autoridades e instâncias o estabelecimento de políticas e medidas eficazes, para que os agricultores não fiquem desamparados e jogados à própria sorte, mas plenamente reconhecidos e assistidos. O que isso pode representar em concreto deverá ser também objeto de diálogo com as próprias famílias de agricultores.
Manifesto sobre a Portaria reconhecendo áreas indígenas – 2007
Texto completo do Manifesto

 

Discriminação racial:

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil convida suas Comunidades e instituições, suas Igrejas-irmãs e todos os segmentos da sociedade brasileira a combater as expressões racistas que há em suas próprias fileiras. Parceria fraternal entre raças, culturas e etnias também no Brasil permanece sendo um alvo a perseguir, a despeito dos inegáveis sucessos havidos no complexo processo de integração das diferenças. Como cristãos e cidadãos temos o dever de nos opor aos indícios do pensamento racista e de colaborar na eliminação dos fatores que o produzem ou oportunizam. Diz a Bíblia: Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom (Gênesis 1.31). Proíbe-se ao ser humano desprezar o que Deus revestiu de tamanha dignidade.
Manifesto Deus não é racista – 1992
Texto completo do Manifesto
 

A criação de Deus é multiforme. Consiste nisto sua beleza. Uniformidade é monótona, estanque. Somente a variedade permite a complementação mútua e a experiência de verdadeira comunhão. Deus quer a integração da diversidade de suas criaturas num todo orgânico e harmonioso.
Sociedade e Igreja, porém, tiveram e continuam tendo dificuldades em cumprir o mandato de Deus. Usam a variedade como pretexto para discriminação. Dizem haver pessoas com menos valor que outras e as tratam como sendo de segunda categoria. Negam-lhes a igualdade de chances e direitos. Neste ano lembramos especialmente os negros. Apesar do centenário da abolição da escravidão, pertencem aos segmentos marginalizados de nossa sociedade. Somos todos criaturas do mesmo Deus, revestidos da mesma dignidade. Como se justifica, então, o “racismo” que faz diferença de grau entre as pessoas e as julga pela mera cor de sua pele? Há culpa a confessar.

Como Igreja de Jesus Cristo temos motivos para sermos particularmente sensíveis a esta questão. Jesus Cristo restabelece a fraternidade entre os seres humanos. Não apaga a individualidade nem obriga ninguém a ser diferente do que Deus o criou. Somos negros, brancos, índios, homens e mulheres. Isto é bom. O que não se justifica é sentirmo-nos ameaçados por aquele ou aquela que é diferente. Não é correto reagir à diversidade da criação de Deus com agressão; menosprezo e marginalização. Resultam daí a escravidão, a dominação, a perseguição, portanto diferenças que Deus não quer. Sua vontade é que na variedade das criaturas seja respeitada a igualdade e que haja fraternidade e cooperação.

Das comunidades da Galácia, assim deduzimos, faziam parte pessoas de muitas raças, culturas e nacionalidades. Mas todos tinham recebido o dom do batismo, pelo qual as pessoas são declaradas filhos de Deus e integradas na comunhão dos santos. A comunidade de fé tem o privilégio e ser o exemplo de integração social e de assinalar a possibilidade de nova convivência humana a traduzir-se em novidade de relações também na sociedade.

Assim sendo, percebemos o quanto está por fazer, a começar em nossa própria Igreja. No ano de 1988 o apóstolo Paulo certamente escreveria: “Dessa forma não pode haver negro nem branco, nem índios nem asiáticos; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. Importa abrir espaço em nossas comunidades para o ser do negro e oferecer-lhe comunhão. Importa ensaiar fraternidade racial e ver o quanto temos a aprender uns dos outros. Importa superar preconceitos mútuos e esforçar-nos por um clima de confiança.

Da mesma forma nos deve preocupar a discriminação de que o negro em nossa sociedade é vítima. Ainda que superada por lei, essa discriminação não deixa de ser realidade. Jesus Cristo requer o inconformismo com uma mentalidade que fere a dignidade do negro. Escola, saúde e outros serviços públicos são direitos do negro com o são de todo cidadão brasileiro. O mesmo vale com respeito a salários, emprego e cargos de liderança. No mundo de Deus somos todos parceiros uns dos outros. É preciso colocar isto em prática.
Manifesto sobre Discriminação – 1988
Texto completo do Manifesto
 


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