Uma vela para Méri!

25/12/2017

Ela era filha única de uma viúva. Apesar de muito pobre, a menina tinha muitas amizades. Mas, algumas pessoas não eram boas companhias, nem bons exemplos. Mesmo sendo educada dentro da igreja, Méri se afastou de Deus. Ainda adolescente resolveu fugir de casa. Ela sonhava com uma vida diferente. Por isso, sem avisar ninguém, simplesmente partiu. Foi para Curitiba. Através de uma amiga, conseguiu emprego como doméstica. Depois de empregada, com local para morar, mandou notícias à sua mãe. Enviava também mensalmente parte do seu salário para ajuda-la. Mas, o salário era mínimo. Pouco dinheiro e muito trabalho. Ela não tinha permissão para estudar. Todavia, Méri era muito bonita. Aos 18 anos descobriu que poderia ganhar dinheiro de maneira mais fácil do que como doméstica. Através de anúncios em jornal, começou a vender seu corpo. Agradava aos homens que lhe retribuíam com dinheiro e presentes. Mas, havia um enorme peso em seu coração. Aquele tipo de vida não condizia com a educação que havia recebido. Por fora era bela e enfeitada, mas por dentro seu coração estava encardido. Com vergonha, aos poucos não mandou mais notícias à sua mãe. Méri era esperta. Cuidava do seu corpo. Evita o uso de drogas. Zelava pela saúde. Com a prostituição, fez uma boa economia. Mas, por mais que tinha dinheiro... Por mais que se divertia em festas... Não conseguia esquecer seu passado... A vida humilde lá no interior. Lembrava a morte prematura do pai em acidente. Lembrava o carinho da mãe. A saudade lhe corroía aos poucos. Era uma situação mal resolvida, pois ela tinha abandonado a mãe. Havia anos que não mandava, nem recebia notícias. Próximo ao fim de ano, ouviu pelo rádio uma antiga cantiga de Natal, a qual costumava cantar com sua mãe: “Quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz”. Ela tomou a iniciativa. Comprou uma passagem. Aprontou-se para visitar a mãe. O ônibus chegava de madrugada em sua terra natal. Ela desembarcou e seguiu a pé em direção à casa materna. Ao se aproximar, estranhou em ver a porta aberta. O que será que está acontecendo? Mamãe sempre foi tão cuidadosa. Será que está doente? Espiou pela janela e viu que tudo estava como antigamente. Porém, sobre a mesa da cozinha havia uma vela acesa. Quando pôs seu pé na cozinha, uma tábua rangeu. Prontamente ouviu uma voz vinda do quarto: É você Méri? Sim! Sou eu. Entre, disse a mãe, feche a porta, apague a vela e deite-se... Sua cama já está pronta. Méri não sabia o que dizer, foi e descansou. Dormiu tranquila como há muitos anos não acontecia. Pela manhã acordou e encontrou o café pronto. Abraçou e beijou sua mãe, a qual lhe deu todo carinho. Curiosa, Méri perguntou: Mãe! Porque a porta aberta e a vela acesa? Minha filha, desde que você partiu, eu mantenho a porta aberta, na firme esperança de que Deus a trouxesse de volta o mais breve possível. E, a vela? Continuou... Ela é minha oração para que Deus iluminasse teu caminho, conduzindo-a à verdade. Hoje, agradeço a Deus pela bênção do seu retorno para casa. Agora estou em paz. A filha disse: Eu também! Natal é momento de reencontro com família e amigos. Natal é momento de reconciliação com Deus. Quem permite nossa volta aos braços do Pai é Jesus, a luz que vence as trevas. A luz que traz esperança e vida. Leia João 1. 4-5, 12.


Autor(a): P. Euclécio Schieck
Âmbito: IECLB / Sinodo: Norte Catarinense / Paróquia: Garuva-SC (Martinho Lutero)
Área: Confessionalidade / Nível: Confessionalidade - Prédicas e Meditações
Área: Celebração / Nível: Celebração - Ano Eclesiástico / Subnível: Celebração - Ano Eclesiástico - Ciclo do Natal
Testamento: Novo / Livro: João / Capitulo: 1 / Versículo Inicial: 1 / Versículo Final: 5
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Meditação
ID: 45474
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O maior erro que se pode cometer na cristandade é não zelar corretamente pelas crianças, pois, se queremos que a cristandade tenha um futuro, então, precisamos preocupar-nos com as crianças.
Martim Lutero
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