João 11.1-45

Jesus virá ao meu encontro na minha morte.

30/03/2017

João 11.1-45

Estimada Comunidade,

Quem de nós não passou por casos de doença e de morte na família? Ao receber a notícia de uma doença terminal ou do falecimento de um familiar ou uma pessoa querida – ficamos sem ação. Imagino que isso tenha acontecido também com Jesus, ao receber a notícia da doença seu amigo Lázaro. A primeira reação foi dizer que isso não é nada (João 11. 4), mas a doença vai se agravando e Lázaro morreu (v. 14). O que fazer agora?

Jesus não desampara as irmãs Marta e Maria e mesmo correndo um grande risco de voltar ao lugar onde dias antes as pessoas queriam matar a Jesus, ele procura as irmãs para manifestar sua solidariedade. As irmãs agradecem a solidariedade mas dizem: Se o senhor estivesse aqui o meu irmão não teria morrido (João 11.21 e 32). Jesus se emociona. Até os opositores de Jesus se comovem com a dor daquelas duas mulheres, e dizem: Se Jesus curou até um cego, será que ele não podia ter feito alguma coisa para que Lázaro não morresse? (v.37)

Diante do túmulo de Lázaro, começa então a liturgia do reavivamento de Lázaro. Depois de remover a pedra do sepulcro, de sentir o cheiro de podridão, Jesus levanta os olhos para o céu rogando a ajuda de Deus e diz: Lázaro, venha para fora(v. 43). E o morto saiu e voltou para o convívio com suas irmãs.
A Bíblia nos diz que a morte é o salário do pecado. Algumas pessoas colocam a culpa em Adão. No início do livro de Gênesis, quando Deus criou o ser humano e todas as coisas, nesse tempo não havia morte. A morte só apareceu depois do pecado (essa era a consequência de comer do fruto da árvore que estava no centro do jardim (Gn 2.17). Ao escolher desobedecer a Deus, o ser humano perde a vida eterna e com isso surge a morte. E a morte sempre foi entendida como o fim de tudo. Com a morte tudo acaba.

Que alguém voltasse da morte era algo impensável. Até mesmo alguns discípulos de Jesus duvidaram quando viram Jesus depois da crucificação. As mulheres que encontraram o túmulo vazio fugiram apavoradas. Quando Maria Madalena anunciou ter visto a Jesus no domingo de páscoa, a maioria dos discípulos de Jesus não acreditou. Tomé disse que somente acreditaria se pudesse ver os sinais dos pregos e tocar as feridas de Jesus. Os dois discípulos no caminho de Emaús não conseguiam entender o que tinha acontecido.

Portanto, a morte é consequência do pecado. Somente as pessoas pecadoras morrem. Jesus não tinha pecado. Portanto, ele seria imortal. Jesus somente morreu porque ele foi assassinado. Mas, mesmo estando morto, a morte não teve poder sobre Jesus, porque ele não tinha pecado. Portanto, a morte só é desesperadora para quem Não faz a vontade de Deus e não confia em Jesus. Eu sou a ressurreição e a vida – diz jesus – todo o que vive e crê em mim ainda que morra viverá – e todo que crê em mim não morrerá eternamente (Jo 11.25).

Ao confessar que Jesus está sentado junto a Deus e tem todo o poder, a comunidade reconhece que está subordinada ao seu senhorio.

Nós dizemos que um dia Jesus voltará para julgar os vivos e os mortos. As pessoas serão julgadas. Ninguém escapará do confronto com o Juiz Supremo. E seremos julgados pelas nossas próprias palavras (Mateus 12.36-37). Nada vai escapar da avaliação divina. No entanto, para os que confiaram em Jesus – eles terão ao próprio Jesus como seu defensor (1João 2.1). Desta forma, Deus vai ouvir a Jesus que intercederá por aquelas pessoas que foram fiéis a ele e demonstraram em suas vidas o amor de Deus (Rm 5.8).

O juízo final será o dia em que a desigualdade, a injustiça, a corrupção, a discriminação, a violência, a manipulação, a mentira, o engano e todo o mal - terão uma sentença divina. O juízo final é a convicção que a justiça de Deus vai acertar as contas com os poderosos e as pessoas malvadas desse mundo, que sempre acharam que podiam fazer e desfazes o que bem entendessem sem nunca prestar contas a ninguém. Aquelas pessoas que viveram a sua vida praticando a maldade, a mentira, explorando outras pessoas, caluniando e até fazendo de tudo para prejudicar pessoas honestas, para essa pessoa morte vai representar um acerto de contas com Deus.

Mas quem viveu nesse mundo fiel aos ensinamentos de Jesus, quem praticou o amor, a misericórdia, o perdão essa pessoa não precisa ter medo da morte, porque a morte será um encontro com Deus e com Jesus que será seu defensor. Quem vive a vontade de Deus, quem mostra a sua fé em Jesus em sua forma de pensar e de se relacionar com as pessoas e o mundo – essa pessoa Jesus livrará da morte eterna, ela não ficará presa na morte, mas a morte será apenas o corredor para sair dessa vida e chegar na casa - no mundo (reino) de Deus.

Portanto, aqui cada um de nós deve examinar sua própria vida, suas atitudes, suas convicções com a seguinte pergunta: Deus conhece a minha vida e o meu facebook, portanto, Jesus vai me defender ou ele vai me acusar no dia do juízo final? Ele vai querer me ressuscitar para viver no Reino de Deus ou ele não vai querer uma pessoa como eu lá no céu?

Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus nosso Pai e a Comunhão do Espírito Santo estejam no meio de nós. Amém.
 


Autor(a): Nilton Giese
Âmbito: IECLB / Sinodo: Sudeste / Paróquia: Belo Horizonte (MG)
Área: Confessionalidade / Nível: Confessionalidade - Prédicas e Meditações
Testamento: Novo / Livro: João / Capitulo: 11 / Versículo Inicial: 1 / Versículo Final: 45
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Prédica
ID: 41742
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